Moro não gostou e nega que decreto de armas seja medida de segurança pública: ‘É atendimento aos resultados das eleições’

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou nesta quarta-feira 8, em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, que o decreto nº 9.785, que flexibiliza o porte de armas, atende uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro e mantém restrições, não representando uma liberação total.

“Não tem a ver com a segurança pública. Foi uma decisão tomada pelo presidente em atendimento ao resultado das eleições”, afirmou o ministro. “Não é um decreto que simplesmente libera o porte por completo. Existem requisitos para quem vai obter um porte ou posse de arma de fogo. Tem a listagem de algumas categorias, mas tem que fazer teste psicológico e testes de aptidão. Existe um controle e um registro”, argumentou.  O decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (8/5), facilita o porte de armas de fogo para uma série de categorias profissionais, além de caçadores, atiradores esportivos e colecionadores (CACs). Na lista, há advogados, residentes de área rural, profissional da imprensa que atue na cobertura policial, conselheiro tutelar, caminhoneiros e profissionais do sistema socioeducativo.