Moro insiste na tese de ‘pessoa perigosa’ e culpa País por questionar Portaria 666: “Só mesmo no Brasil”, ironizou no Twitter; menosprezo pela opinião alheia

BR: O ministro Sergio Moro, da Justiça, escolheu um modo novamente polêmico para defender a Portaria 666, de sua autoria, que encurta prazos e facilita condições para barrar a entrada ou deportar “pessoas perigosas”. Pelo Twitter, Moro pôs a culpa no próprio País pode questionar o assunto, demonstrando menosprezo, mais uma vez, por opiniões de outros.

Acompanhe:

“Só mesmo no Brasil para outros defenderem que pessoas suspeitas de, por exemplo, envolvimento em terrorismo, em grupos terroristas ou em exploração sexual infantil não devam ser barrados na entrada e deportados sumariamente”.

Num segundo tuíte, completou:

“A Portaria nada mais fez do que regular exceções previstas na lei e que já deveriam ter sido regradas antes, como a prevista no art. 7º, §2º, Lei nº 9.474/1997, que proíbe a invocação de refúgio por aquele considerado perigoso para segurança do país”.

Moro insistiu, portanto, no conceito de ‘pessoa perigosa’, termo vago o suficiente para permitir práticas de terrorismo de Estado.

A respeito, por exemplo, do massacre de presos em Altamira, nenhuma palavra.