Ministro tenta afastar ameaça de racionamento de energia, mas sem firmeza; “Tudo indica que temos o controle da situação”, diz Bento Albuquerque

O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, descarta racionamento de energia, mas pede que o consumidor faça uso mais ‘racional’ da energia. A bandeira vermelha nível 2 está acionada para junho, com um custo extra de R$ 6.24 a cada 100 quilowatts/hora consumidos. “Não trabalhamos com essa possibilidade (de racionamento) porque tudo indica que nós temos o controle da situação”, afirmou. “Todos os nossos modelos, nossos acompanhamentos indicam que não há risco de racionamento, de apagão, no ano de 2021. E acreditamos que, com a expansão da matriz energética, o país muito em breve não vai mais passar por situações como essa que estamos passando este ano.”

“O custo da energia é uma preocupação permanente. No que diz respeito à indústria e aos grandes consumidores, nós estamos procurando as associações e as empresas para dar acesso à energia a um custo que não interrompa a retomada da atividade econômica.”

“Eu gostaria de passar uma mensagem de tranquilidade. Essa crise hidrológica independe da nossa vontade, é um fenômeno da natureza”. “Diversas ações foram implementadas como, por exemplo, comprar energia da Argentina e do Uruguai. Quando passamos por esse período úmido que se encerrou em abril, verificamos que, mais uma vez as chuvas foram abaixo da média histórica. Isso levou os nossos reservatórios, particularmente os da Região Sudeste e Centro-Oeste, que têm 70% da capacidade de armazenamento do país, a níveis pouco superiores ao que observamos em 2001 e 2015. Daí estarmos apresentando para os órgãos que estamos passando por uma crise hidrológica, tendo de preservar os nossos reservatórios. Esse é o principal ponto do momento. Com isso, nós vamos despachar o máximo que pudermos em outras fontes de energia.”