Militares que iriam controlar Bolsonaro ou são coniventes com despautérios ou se renderam às vantagens de seus cargos; ou as duas coisas

BR: “Para justificar o ingresso em massa de militares no governo, vendeu-se a teoria de que, por sensatos, eles saberiam controlar o capitão. Ou compartilham das mesmas opiniões e ideias do capitão ou se renderam às vantagens dos cargos. Ou às duas coisas, o que parece mais provável”, reflete, pelo Twitter, o colunista Ricardo Noblat.

No Palácio do Planalto, a versão em off disseminada a jornalistas é a de que o presidente tem uma “temperamento forte” e por isso tem feito disparos verbais pesados contra seus adversários, chegando até mesmo, como hoje, a jactar-se de saber como o ativista político Felipe Santa Cruz, pai do atual presidente da OAB, morreu durante o regime militar, em 1973.

Na verdade, não se trata de nenhuma questão comportamental, mas de convicção formada no presidente de ser a favor de práticas de torturas e morte de presos políticos. Ao votar a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, Bolsonaro homenageou a memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, único militar condenado por práticas de tortura no Brasil.