Aliviado, mercado celebra paz em Brasília; Bolsa dispara 2,5%, dólar e juros futuros caem; almoço entre Maia e Guedes resgatou otimismo; ufa!

O mercado financeiro refletiu na última hora uma melhora no humor do investidor após o almoço, nesta quinta-feira, entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Após o encontro, as declarações de Maia e Guedes sinalizaram uma tentativa de pacificação entre os poderes e um esforço de articulação em torno da votação da reforma da Previdência.

O Ibovespa acelerou o ritmo de alta, renovando máximas. Às 14h33, subia 2,50%, aos 94.204,90 pontos, após a máxima aos 94.338,71 pontos. De 65 papéis, apenas quatro caíam (Suzano, Klabin, Vale e Bradespar). O mercado de câmbio também evidenciou o alívio dos investidores com a sinalização de reaproximação dos poderes Executivo e Legislativo. Às 14h34, a cotação do “spot”, após renovar mínimas até R$ 3,9434, tinha queda de 0,24%, aos R$ 3,9449.

Na renda fixa, os juros futuros também têm arrefecimento. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2021 tinha taxa de 7,15%, na mínima, ante 7,27% do ajuste de ontem.

Maia declarou que a motivação do almoço com Guedes e participação de outros deputados era retomar o diálogo sobre a reforma e “colocar o trem nos trilhos”. Após não comparecer à uma reunião na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), nesta semana, na Câmara, Guedes deve ir ao parlamento na próxima quarta-feira. “A ida dele na Câmara na quarta vai ser muito importante”, afirmou Maia.

O titular da economia, por sua vez, disse que irá “mais tranquilo à CCJ” e que a “reforma (da Previdência) vai deslanchar”. “Estou confiante de que os poderes estão harmonicamente buscando aprovação da reforma”, afirmou Guedes, destacando que o governo também tem o apoio do Senado. “Tive reunião com governadores e prefeitos. E estão todos a favor”, continuou.