Marta Suplicy filiada ao Solidariedade; “Perspectiva de construir uma Frente Ampla para as eleições de 2020”, diz ex-prefeita em carta aberta; íntegra

BR: A ex-prefeita Marta Suplicy realizou nesta quinta-feira 2 seu movimento de filiação partidária, de modo a estar apta a participar das eleições municipais marcadas para outubro. Ela escolheu o Solidariedade, partido presidido nacionalmente pelo sindicalista e deputado federal Paulinho da Força. A intenção da ex-prefeita é seguir atuando pela construção de uma frente partidária e social de oposição. Junto da ficha de filiação, ela divulgou uma carta aberta na qual apresenta os motivos para sua opção.

Acompanhe:

Frente Ampla e Solidariedade

Filiei-me ao Solidariedade com a perspectiva de continuar lutando pela construção de uma Frente Ampla para disputar as eleições de 2020 que poderá governar a cidade de São Paulo com força política, competência e compromisso social. Nesta arquitetura de Unidade Democrática posso exercer qualquer papel. Pretensão pessoal não é o que me move neste momento. 
A situação gravíssima que vivemos requer ousadia, fé, coragem e muita Solidariedade. 
A unidade das forças liberais, de centro, progressistas, todas democráticas,  coloca-se como inexorável. 
Os graves riscos de ordem institucional, econômica, os equívocos e irresponsabilidades de vários governantes, colocam a necessidade da união de todos que, com espírito público, tenham  sensibilidade em reconhecer as enormes desigualdades sociais e a necessidade de ações concretas, diretas e urgentes para a diminuição do sofrimento da população.
A perspectiva de focar o futuro da cidade com grandeza e desprendimento impõem-nos o desafio de não incentivarmos ações de isolamento desta ou daquela força politica do mesmo campo democrático. Esse não é um bom caminho. Não faz sentido a promoção de nenhum tipo de sectarismo em detrimento das enormes necessidades da cidade e da população. 
Fora de hora e equivocados estão os que insistem, também de forma irresponsável, no debate de disputas internas partidárias voltadas para o próprio umbigo. Não há mais cabimento em apontar a lua mas não conseguir enxergar além do que o próprio dedo. 
A lógica da solução eleitoral através de disputas apequenadas devem ser superadas, pois acabam prevalecendo sobre os interesses maiores da cidade e do país. 
A hora é de olharmos para São Paulo com faróis altos colocando como prioridade a superação da gravíssima crise hoje vivida e a diminuição do grande fosso de desigualdades. 
A união é necessária para termos capacidade e condições de formularmos as respostas para a construção de programas sociais abrangentes e políticas públicas emergenciais. 
Está colocado o desafio de abandonar o oportunismo eleitoral e nos centrarmos no que nos une. Colocarmos de lado as divergências acessórias  para aprofundarmos projetos urgentes de prevenção sanitária, saneamento básico, cuidados e acolhimento de toda a população, em especial os mais carentes e desprotegidos. 
A unidade democrática e progressista poderá ser o instrumento para São Paulo dar um basta ao escandaloso e equivocado desmonte das políticas públicas populares.  Só assim o Brasil poderá abrir caminhos para reencontrar-se e acordar do terrível pesadelo em que se encontra.
Marta Suplicy

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