Marca de 1.365 óbitos em 24 horas por coronavírus é a 6ª maior desde início da pandemia; abertura precipitada da economia acirra gravidade da crise

Nos últimos sete dias, a média móvel de novos óbitos foi de 989 a cada 24 horas pelo novo coronavírus. O País registrou nesta terça-feira, 18, 1.365 mortes e 48.637 novas infecções de coronavírus, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. No total, 110.019 vidas já foram perdidas por causa da covid-19.

O balanço mais recente do Ministério da Saúde mostra ainda que 2.554.179 pessoas já se recuperaram do coronavírus em todo o País.

No final de maio, a média móvel de sete dias se aproximou de mil mortes por dia. Desde então, ou seja, há treze semanas, os números têm se mantidos próximos a esse patamar.

Sobre os infectados, já são 3.411.872 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 48.637 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 42.783 por dia, registrados nas últimas duas semanas.

O Brasil é o segundo país com mais casos e mais mortes por covid-19 no mundo. Só perde para os Estados Unidos, que somam 5.478.502 contaminações confirmadas, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. O terceiro país mais afetado é a Índia, com 2.702.742 casos. Os três juntos são responsáveis por quase metade de todos os casos registrados no mundo.

Enquanto o Brasil atinge 3,4 milhões de casos e mais de 110 mil mortes pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde completa três meses sem ministro.

Já de acordo com o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), o País teve 1.352 vítimas fatais do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos desde o início da pandemia para 109.888.

A taxa de letalidade da doença continua em 3,2% e a de mortalidade subiu para 52,3 pessoas a cada 100 mil habitantes. A média móvel dos falecimentos, que considera os dados dos últimos sete dias, voltou a subir chegando a 980 mortes – era de 969 nesta segunda-feira (17).

Com os 1.352 novos óbitos registrados, o Brasil supera a sua 6ª maior marca desde o início da pandemia. Os dias mais mortais registrados no País, segundo os dados do Ministério da Saúde, foram 29 de julho (1.595 mortes), 4 de junho (1.473 mortes), 5 de agosto (1.437 mortes), 23 de junho (1.374 mortes) e 21 de julho (1.367 mortes).

No mesmo período, foram ainda 47.784 infecções pela Covid-19, elevando o total de contaminados para 3.407.354 desde março.

A taxa de incidência do novo coronavírus subiu para 1.621,4 para cada 100 mil habitantes. Diferentemente dos óbitos, a quantidade de casos na média móvel continua caindo e está em 42.532 por dia.

O estado de São Paulo continua a ser o que mais tem mortes e casos por dia em números absolutos, com 711.530 e 27.315, respectivamente. Já a Bahia é a segunda na quantidade de infecções (221.041) e a quinta na quantidade de óbitos (4.542) e o Rio de Janeiro é o terceiro no número de contaminados (199.480) e o segundo nas mortes (14.728) – sendo o estado brasileiro com a maior taxa de letalidade do país (7,4%).