Mais inércia na equipe econômica: presidente do BC adianta que não vai cortar juros; “Ineficiente”

BR: Num momento de atenções voltadas ao Banco Central como órgão que poderia patrocinar algum estímulo à economia, o presidente Roberto Campos Neto veio a público derrubar esperanças de cortes de juros a curto prazo.

Ele combinou a tradicional linguagem cifrada dos ocupantes do BC com uma imagem popular para justificar que uma baixa na Selic poderia provocar, no máximo, “um voo de galinha”. Isso significaria um pequeno movimento para cima e uma queda logo a seguir. Mais ainda, ele atacou iniciativas dos últimos anos, deixando claro que sua preocupação maior é com o controle da inflação e não o estímulo ao crescimento:

“Os programas e iniciativas adotados nos últimos anos, com incentivo ao crescimento por meio de uso na máquina pública, se mostraram ineficientes. Não temos mais espaço para isso”, disse Campos Neto. Segundo ele, nos governo anteriores, o incentivo ao crescimento sacrificando o controle da inflação levou à última recessão da economia brasileira. “A crise de 2014 foi isso. Perdemos credibilidade e pagamos uma conta de recessão de 3,5% ao ano por dois anos”, atribuiu.