Maia toca o terror: 20 estados deixaram de pagar salários se não houver reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz, ao participar de seminário em Campos do Jordão (SP), que pelo menos 20 estados poderão terminar o ano sem condições de pagar salários de servidores e benefícios de aposentados e pensionistas, caso o país não faça a reforma da Previdência Social.

Segundo ele, os governadores, mesmo os de esquerda, que estão em maioria no Nordeste, devem abraçar o projeto de reforma que está Congresso. Na avaliação dele, as mudanças nos regimes previdenciários são fundamentais para que o Brasil volte a crescer e a gerar empregos.

Para Maia, se as pessoas não entendem o que é a reforma, se há dúvidas sobre temas como a idade mínima, é preciso que o governo dê todas as explicações necessárias. O que não pode é uma reforma do porte da Previdência ser realizada em meio a tantas dúvidas. A população precisa entender o que está sendo feito e como ela vai se beneficiar disso.

Para o presidente da Câmara, não há nenhum problema se a aprovação da reforma da Previdência não ocorrer no primeiro semestre, como aposta a maioria do mercado financeiro. “Se vai ser no fim de junho, na primeira quinzena de julho ou no início de agosto, não há problema”, diz. O importante é que a reforma saia.

Ele reconhece as polêmicas em relação a determinados pontos da reforma, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria rural. Mas afirma que esses temas podem ser resolvidos com diálogo. No caso da aposentadoria rural, por exemplo, ele ressalta que a Medida Provisória que retira dos sindicatos o poder de indicar quem vai se aposentar resolverá 90% dos casos de suspeitas de fraudes.

Maia destaca que a aposentadoria rural responde por um deficit de R$ 120 bilhões por ano e chama a atenção que há mais pessoas recebendo esses benefícios do que moradores no campo. Por isso, é importante corrigir as distorções. O mais importante para que a reforma vá adiante, no entanto, é a articulação do governo com o Congresso. Sem o entendimento entre os dois poderes, diz Maia, dificilmente se terá os votos suficientes para a aprovação das mudanças na Previdência. ffff