BRASILIA 08/04/2019 - FOTO: ADRIANO MACHADO Ministro da Economia Paulo Guedes e Presidente da Camara dos Deputados Rodrigo Maia durante seminario em BSB

Maia e centrão deploram opção de Bolsonaro e Guedes em articular pós-Previdência com Senado; ciúmes gera promessa de vingança

BR: O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já deu mostras de que não gostou da preferência dada ao Senado pelo presidente Jair Bolsonaro e o pelo ministro Paulo Guedes na apresentação e articulação em torno do pacote de medidas econômicas pós-Previdência. Ele não compareceu, ontem, à entrega formal do texto, feita em cerimônia com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e hoje teve de amargar a exposição de Guedes, feita a 38 senadores, na residência oficial do Senado.

Entre parlamentares do centrão, que orbitam em torno de Maia, a expressão que vai sendo usada para a situação é ‘vingança é um prato que se come frio’, relata o colunista Tales Faria, do Uol.

O governo está dando preferência ao Senado por considerar esse terreno mais seguro, em razão da aliança entre Alcolumbre e senadores do MDB. Na Câmara, além de ser o líder informal do centrão, o que ele nega, Maia também tem bom trânsito e ascendência sobre a esquerda. Publicamente, na sede da CNI, Maia declarou que nem todo o conteúdo do pacote governista terá condições de “prosperar” na Câmara.