Maia aponta “base um pouco desorganizada” por tentativa frustrada de votar hoje reforma administrativa em plenário; risco de caducar e cair inteira

BR: Desta vez o centrão tentou ajudar o governo, mas nem assim deu certo. A iniciativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de votar em plenário, nesta quinta-feira 9, a MP da reforma administrativa foi frustrada. Apesar da articulação que envolvia uma aliança entre o próprio centrão, os partidos de oposição e no PSL, uma questão de ordem de um deputado do Podemos atrapalhou os planos, que agora ficaram com sua realização mais dificultada: cinco MPs entraram na frente da que trata da reforma administrativa, cujo prazo para caducar vence em 3 de junho. Se isso acontecer, a estrutura administrativa do governo voltará a ser a que existia durante o governo Michel Temer, com 29 ministérios em lugar dos 22 organizados por Jair Bolsonaro.

“Como a base ainda está um pouco desorganizada, vai ter de ter uma organização rápida da base para poder superar todas as medidas provisórias para chegar na Medida Provisória 870”, disse Maia, ao mesmo tempo crítico e professor para os governistas.

Na comissão que analisou a MP, o governo perdeu nas questões do Coaf e da Funai, com os deputados devolvendo esses dois órgãos para seus ministérios de origem – o primeiro saindo da Justiça e voltando para a pasta da Economia, e o segundo deixando o Ministério da Família para retornar ao da Justiça. Os governistas não queriam nenhuma das duas mudanças e foram derrotados pelo voto de uma aliança do centrão com a oposição. Em plenário, como sem viu hoje, as dificuldades já começaram logo na primeira tentativa de votar a MP, sinal de que novos problemas apenas começam.