Lula recua em revogação de reforma trabalhista e divulga programa de governo suave; coordenação de Aluizio Mercadante dá desgaste logo na largada; pressa em divulgar e incerteza sobre o que fazer; 90 técnicos escrevendo; haja reunião!

A nova versão das diretrizes do programa de governo da chapa Lula-Alckmin, divulgada nesta terça-feira (21), eliminou pontos que eram arestas para o diálogo com setores ao centro, como a revogação da reforma trabalhista, e sinalizou a conservadores ao excluir alusões a aborto e acenar a policiais.© Fornecido por Folha de S.PauloSÃO PAULO, SP, 21.06.2022 – LULA-ALCKMIN-SP – Os pré-candidatos à Presidência pelo movimento Vamos Juntos Pelo Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin lançam as diretrizes do programa de governo da chapa, nesta terça-feira (21), em São Paulo (SP). O documento, estruturado a partir dos eixos desenvolvimento social e garantia de direitos, desenvolvimento econômico e sustentabilidade socioambiental e climática e defesa da democracia e reconstrução do Estado e da soberania, apresenta as principais ideia-força da aliança progressista, formada por PT, PCdoB, PV, PSB, REDE, PSOL e SOLIDARIEDADE. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

A prévia do plano da chapa composta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) é descrita por aliados como “um texto possível” a partir dos pontos de vista dos sete partidos que estão na coligação (PT, PSB, PSOL, Rede, PC do B, PV e Solidariedade).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a versão atual elevou o destaque a propostas para a Amazônia e a Petrobras, diante de dois temas que pressionam o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição e segundo colocado nas pesquisas: a disparada no desmatamento e nos preços dos combustíveis.

Nesta terça, Lula e Alckmin criticaram Bolsonaro, sem citá-lo diretamente, no ato de lançamento do documento, em São Paulo. O ex-presidente se referiu ao rival como “um cidadão desequilibrado”, “desumano” e “do mal”, além de “um presidente que não conversa com a sociedade brasileira”.

“Em um programa de governo, a gente não pode ser irresponsável de propor coisa que a gente já sabe que não vai executar”, disse o petista. “Porque, se você não fizer, você vai ser cobrado pela sua ineficiência, pela sua incompetência. Então, é importante que a gente coloque o menos para fazer o máximo.”