Lira chama voto de impresso de “página virada” e critica “radicalismos e excessos”; sem menção direta a Bolsonaro

Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), fez um pronunciamento na tarde desta terça-feira, 8, em que criticou “radicalismo e excessos” e disse que não pode “mais admitir questionamentos” sobre a questão do voto impresso. A declaração do deputado ocorre um dia depois de manifestantes irem às ruas nos atos de 7 de Setembro com pedidos antidemocráticos, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), e insuflados por ameaças de rompimento institucional feitas pelo próprio Bolsonaro.

“Diante dos acontecimentos de ontem, quando abrimos as comemorações de 200 anos como Nação livre e independente, não vejo como possamos ter ainda mais espaço para radicalismo e excessos”, afirmou Lira.

“Conversarei com todos e todos os Poderes. É hora de dar um basta a essa escalada, em um infinito loop negativo, bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade”, disse o presidente da Câmara.O presidente da Câmara, Arhur Lira (Progressistas-AL), chega ao Congresso Nacional © Dida Sampaio/Estadão O presidente da Câmara, Arhur Lira (Progressistas-AL), chega ao Congresso Nacional

Ele também criticou a insistência na defesa do voto impresso em 2022, proposta já rejeitada pela Câmara dos Deputados no mês passado. “Não posso admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas, como o voto impresso. Uma vez decidido, é página virada. ”