Laboratórios abrem corrida por vacina contra Ômicron; Pfizer calcula ter imunizante em 95 dias

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou ontem que o alto número de mutações da B.1.1.529 pode dar a ela vantagem sobre as vacinas. A possibilidade fez as principais desenvolvedoras de imunizantes iniciarem testes para avaliar a eficácia deles contra a variante e desenvolver novas versões específicas para a cepa.

“Fizemos o nosso primeiro modelo de DNA, que é a primeira etapa do desenvolvimento de uma nova vacina”, disse o CEO da Pfizer, Albert Bourla, em entrevista. A expectativa da empresa é que o imunizante atualizado esteja pronto em cerca de 95 dias. Bourla ressaltou que confia na proteção vacinal atual.

A Jonhson & Jonhson também anunciou que está testando soro sanguíneo de voluntários para avaliar a atividade neutralizante dos anticorpos contra a variante e que também está buscando um imunizante específico para a Ômicron. Na sexta-feira, o laboratório Moderna já havia anunciado a intenção de desenvolver uma dose de reforço específica para a nova cepa.