Juros na mesma, economia fraca e PIB menor abaixo da 1ª expectativa, mostra Campos Neto em estreia no BC

A apresentação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), marcou a primeira entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, desde que assumiu o cargo, em 28 de fevereiro. Em sua fala, destacou que, no curto prazo, a política de juros não deve mudar, reconheceu que o ritmo da atividade econômica está abaixo do esperado e reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. De acordo com o (RTI), o PIB deve crescer 2% este ano, após a alta de 1,1% do ano passado. A projeção anterior do BC era de crescimento de 2,4%.


As projeções do BC mostraram que a inflação em 2019 deve ficar em 3,9%, abaixo da meta de 4,25% perseguida pela instituição. Já para 2020 deverá ser de 3,8%, também inferior à meta para o ano, de 4,00%.

O diretor de Política Econômica da autarquia, Carlos Viana de Carvalho, lembrou que alguns indicadores, como o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), mostraram arrefecimento do ritmo de recuperação da atividade no fim do ano passado e no começo de 2019. Em janeiro, o IBC-Br – que é considerado uma espécie de “prévia” para o PIB – recuou 0,41%.

Essas projeções do BC, tanto para o PIB quanto para a inflação, dependem do andamento da reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso. Em vários momentos da coletiva de imprensa, Campos Neto destacou a importância da reforma para o controle da inflação, para a manutenção da Selic em patamares baixos e para o próprio crescimento do País. fffff