Brasília: O empresário Joesley Batista durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES sobre operações da empresa na tomada de empréstimos do BNDES (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Joesley, Palocci, Mantega e Coutinho formaram quadrilha para desviar R$ 1,8 bi do BNDES, acusa procuradoria do DF, que cobra R$ 5,5 bi

A Procuradoria da República no Distrito Federal denunciou nesta quinta-feira, 14, o empresário Joesley Batista, os ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho e outras sete pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, prevaricação financeira e lavagem de dinheiro. A acusação foi feita no âmbito da operação Bullish.

Na denúncia, a Procuradoria cobra um total de R$ 5,5 bilhões da JBS, sendo R$ 1,8 bilhão por causa do suposto prejuízo causado ao banco público e outros R$ 3,7 bilhões como reparação aos danos causados.

Assinam a denúncia o procurador Ivan Claudio Marx e o procurador regional Francisco Guilherme Vollstedt.

Deflagrada em maio de 2017, a Bullish mirou supostas irregularidades em aportes de mais de R$ 8 bilhões do banco Público na empresa do grupo J&F, cujos principais acionistas são os irmãos Wesley e Joesley Batista.

Segundo o MPF, para colocar o projeto de internacionalização da JBS “foi articulado um esquema alimentado por propina que garantiu decisões políticas e econômicas tomadas no BNDES em favor daquela que se tornaria a maior produtora de proteína animal do mundo”.