Itamaraty de Ernesto Araújo pergunta como proceder em caso de invasão de alienígenas a alunos da Chancelaria

Em exercícios aplicados a alunos do curso de formação para promoção na carreira de oficial de Chancelaria, o Itamaraty perguntou o que eles fariam diante de uma “invasão de alienígenas oriundos de Beta Centauri”.

O questionamento faz parte de apostila dos alunos do curso deste semestre e foi inserido no exercício apresentado aos oficiais de chancelaria sobre gestão patrimonial.

A questão cria um cenário hipotético, no qual acontecem um terremoto, um tsunami, a explosão de uma bomba atômica e, enfim, a invasão de alienígenas.

Nessa situação quase apocalíptica, a apostila pergunta qual deveria ser a prioridade do responsável pela gestão patrimonial no ambiente descrito: “Um terremoto atingiu o Posto, ao mesmo tempo que um tsunami, a explosão de uma bomba atômica por um grupo terrorista e a invasão de alienígenas oriundos de Beta Centauri. Qual deverá ser a prioridade do responsável pela gestão patrimonial?”.

O Itamaraty, explicou, por meio da assessoria de imprensa, que o conteúdo que aborda a suposta invasão alienígena faz parte do material didático do curso de Gestão Patrimonial.

O objetivo principal seria reforçar que, em uma situação de extremo pânico, como abalos sísmicos, terremotos ou a dominação da Terra por extraterrestres, o mais importante seria a preservação da vida, e não a gestão dos bens patrimoniais.

“Terremotos, incêndios, guerras, invasões alienígenas, etc.: preocupe-se com as pessoas, não com os bens (existem também preocupações relacionadas a documentos e segurança de informações, mas que também estão fora da alçada da gestão patrimonial)”, destacou a assessoria.

O Itamaraty acrescentou ainda que utiliza recursos retóricos para fins exclusivamente didáticos.

Segundo a assessoria do órgão, o item em questão diz respeito a um tópico dedicado a exercícios de fixação. O intuito principal desse tipo de lição de preservação de patrimônio é que o estudante “saiba responder que, em casos de risco à vida, o patrimônio deve ficar em segundo plano”.