Após sete horas na mesa de operações, Bolsonaro segue bem para UTI; alta em 10 dias

Agência Brasil _ A cirurgia  para a reconstrucao do trânsito intestinal e a retirada da bolsa de colostomia do presidente jair Bolsonaro durou sete horas.

Cerca de quatro horas a mais que a previsão inicial do próprio presidente.

Segundo o boletim médico do hospital Albert Einstein, foi preciso retirar parte do intestino grosso do presidente e unir a parte que estava funcionando diretamente ao intestino delgado.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, general Rêgo Barros, a operação foi uma obra de arte.

Essa é a terceira cirurgia de Bolsonaro desde que ele foi atingido por uma facada, em setembro do ano passado, durante campanha eleitoral. A cirugia  foi considerada exitosa.

O filho do presidente Carlos Bolsonaro acompanhou a cirugia de dentro do centro cirúrgico.

Depois da operação, Jair Bolsonaro foi para UTI. O quadro de saúde é considerado estável.

O presidente deve permanecer 48 horas em repouso absoluto. Nesse período, a presidência da República fica no comando do vice, general Hamilton Mourão.

E a previsão é de que, a partir de quarta feira (30), Bolsonaro retome as atividades apesar de ter de continuar internado no hospita, em São Paulo, onde foi montada uma estrutura de gabinete.

A alta está prevista para acontecer em 10 dias.

Leia noticiário anterior:

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro para retirada da bolsa de colostomia e  reconstrução do trânsito intestinal começou por volta das 7h de hoje (28) e deve durar de três a quatro horas. Será a terceira cirurgia em quatro meses, desde o ataque a facada em Juiz de Fora, Minas Gerais.

A previsão da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto é que o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros, conceda um briefing no final da manhã desta segunda-feira.

O presidente deverá ficar no Hospital Albert Einstein por cerca de 10 dias. Nesse período, ele pretende trabalhar normalmente, despachando com ministros e assessores, além de transmitir orientações para a equipe ministerial.

O Hospital Albert Einstein organizou um espaço para o presidente despachar. Segundo o porta-voz, existe um dispositivo montado pelo gabinete de Segurança Institucional com equipamentos, possibilidades técnicas para Bolsonaro orientar seus ministros e seus órgãos e despachar.

Ontem (27), os exames laboratoriais e de imagem pré-operatórios indicaram normalidade, segundo boletim médico divulgado pelo Hospital Albert Einstein, na capital paulista. A estimativa é que após as primeiras 48 horas da cirurgia, o presidente volte ao trabalho no próprio hospital.