Inflação dispara e classe vê comércio de rua “com preços de loja de aeroporto”

A percepção de aumento dos preços no Brasil multiplicou, nos últimos dias, as postagens em redes sociais que comparam valores encontrados em mercados e comércio de rua com preços salgados cobrados em lojas de aeroporto. 

“Tá parecendo que tudo tá com preço de aeroporto”, escreveu um usuário do Twitter.https://d073cd64713178437d9499f83fe0575d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Tá parecendo que tudo tá com preço de aeroporto.

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“A gente não pode ir ao aeroporto, o aeroporto vem até a gente”, ironizou outro.

Alimentos, conta de luz, gasolina e botijão de gás estão entre os vários itens cujos preços dispararam no Brasil nos últimos meses.

Os dados de inflação do ano até aqui e as projeções para os próximos meses mostram que não é apenas uma sensação pontual dos consumidores: a inflação hoje é persistente e está disseminada.

E o Brasil deve ter, neste ano, a maior inflação desde 2015, segundo economistas do mercado financeiro.

A estimativa é que a inflação oficial do país – medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – termine o ano em 7,11%, segundo os cálculos de analistas do mercado financeiro divulgados pelo Banco Central.

Esse é o dado mais recente do Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (23/8), com levantamento feito com mais de cem instituições financeiras na semana passada.

Nos últimos meses, a estimativa dos analistas só tem crescido: esta é a vigésima semana consecutiva em que a projeção de inflação para 2021 tem alta, segundo o Boletim Focus.

O dado mais recente divulgado pelo IBGE mostra que, no mês passado, o IPCA teve a maior alta (0,96%) para um mês de julho desde 2002. No ano, a alta acumulada é de 4,76% e, nos últimos 12 meses, de 8,99%.

Todas as regiões pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta em julho. E, entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, a maior alta está em habitação – afetada pelo aumento da energia elétrica.

No ano passado, a inflação medida pelo IPCA foi de 4,52%, o maior índice desde 2016. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos.