Guinada na Veja: Carvalho/BTG tiram André Petry e põem Maurício Lima na direção de redação; abertura para alinhamento com Planalto e influências empresariais

Sai o jornalista André Petry, com histórico de mais de 30 anos na redação, para a entrada do jornalista Maurício Lima, titular da coluna Radar há cerca de três anos. O movimento é claramente um início de alinhamento com o governo do presidente Jair Bolsonaro, uma vez que Petry imprimia uma orientação crítica e investigativa às ações do governo.

BR: A promessa do novo dono da Editora Abril, Fábio Carvalho, de preservar o comando da redação da maior revista semanal do País – e único veículo de peso de que restou no portfolio da empresa – durou pouco. Menos de seis meses depois de anunciar a aquisição da Abril, com recursos oriundos do banco BTG Pactual, Carvalho e o banco fizeram seu movimento mais previsível: a troca de diretor de redação de Veja.

A mudança demonstra, ainda, que o novo dono quer ter mais acesso ao conteúdo das páginas de Veja, que eram blindadas de influência empresarial na gestão de Petry.

A ver como será com Maurício Lima. Um dos critérios usados para alça-lo ao comando, segundo comentários entre os jornalistas da revista, é o fato de ser carioca, assim como Carvalho e André Esteves, o dono do BTG. A origem em comum facilitaria os entendimentos para que os patrões tivessem mais acesso ao conteúdo da revista.

No acordo de Carvalho com o BTG, o segundo título em importância da Abril – o da revista Exame, publicação quinzenal sobre economia e negócios -, passou para o controle da instituição financeira, que pretende usar a marca para promover seus produtos para o mercado.