Guimarães muda de lado no balcão e vai de endividado no IPTU a renegociador na Caixa

BR: O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, conheceu nos últimos tempos a posição de endividado e de renegociador de débitos em atraso. Como pessoa física, ele contrariou regras do Banco Centraç foi acionado pela Prefeitura de São Paulo para fazer a quitação de uma dívida de IPTU que se acumulava por um ano, chegando a R$ 93 mil. Na condição de endividado, Guimarães, a rigor, não poderia, segundo as regras do Banco Central, ocupar o cargo que ocupa. Banqueiros não podem ter dívidas na praça, de nenhum tipo ou tamanho. Ao quitar a sua de IPTU, o presidente da Caixa se reenquadrou.

A assessoria da Caixa informou que o pagamento foi feito na última sexta-feira, mas até ontem o sistema da Prefeitura não havia dado baixa na dívida. Hoje, numa posição mais confortável, Guimarães mudou de lado do balcão e se mostrou como piloto do programa de renegociação de dívidas aberto em 28 de maio pela Caixa.

De acordo com o balanço apresentado, a Caixa renegociou 125 mil contratos com atraso superior a 360 dias, número bem abaixo da projeção de efetuar 3 milhões de renegociações até o final de agosto. Os valores recebidos ficaram, até o momento, ao redor de R$ 150 milhões. A média de pagamentos, de acordo com Guimarães, foi de até R$ 1 mil, sendo a “grande maioria” de R$ 500 a R$ 600.

No caso dele foi diferente, com a quitação do débito acumulado de uma única vez.

Guimarães também informou que a instituição financeira recebeu o pedido de renegociação de débitos de detentores de 25 mil imóveis com prestação em atraso. O universo da campanha é de 600 mil devedores.