Guedes adia lançamento de pacote que acaba com Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida para criar Renda Brasil e Minha Casa Verde Amarela

O governo federal prometeu para esta terça-feira (25), mas adiou de véspera, portanto hoje, o lançamento de várias iniciativas sob a justificativa de emprego e renda. O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz nesta segunda-feira (24) diversas reuniões com secretários e com o presidente Jair Bolsonaro para fechar os detalhes das iniciativas.

Está previsto o lançamento oficial de vários programas analisados desde o início da gestão em 2019. Entre eles estão reformulações de programas sociais implementados pelos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), como o Renda Brasil, que tem a intenção de substituir o Bolsa Família, e o Minha Casa Verde Amarela, que vai reestruturar o Minha Casa Minha Vida.

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Também será divulgado o Pró-Brasil, programa de impulsionamento de obras. A ideia foi pivô de atritos entre Guedes, que temia o rompimento do teto de gastos, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que defende a criação de agenda positiva para o governo, com gastos voltados para os estados e municípios.

No final foi selado um armistício e a iniciativa terá de obedecer o limite fiscal do teto de gastos.

O ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, coordena o programa. A iniciativa envolve principalmente ações do Ministério de Infraestrutura, de Tarcísio Freitas, e do Desenvolvimento Regional, de Rogério Marinho.

“É um arranjo do orçamento, você tem que apresentar uma proposta orçamentária para o ano que vem”, disse Guilherme Afif, ex-ministro e assessor especial de Guedes.

Afif também disse que partes da reforma tributária, como a desoneração da folha, também vão ser apresentadas na terça.

“Acredito que parte dela [reforma tributária] entre porque na verdade você está falando não de uma reforma tributária, mas de acertos pontuais. Amanhã vamos falar de emprego e renda, de renda é exatamente o programa e as ações que foram tomadas pelo governo para que a população viva, que foram os programas de transferência de renda, sua eventual prorrogação até o final do ano e a proposta de segmentação de transferência de renda, que é o Renda Brasil”, declarou Afif ao Congresso em Foco.

“No campo do emprego são as medidas que visam desonerar a folha de pagamento, desonerar impostos na camada mais humilde da população, que são os salários mais baixos que serão corrigidos, a isenção do imposto.  A substituição da base tributária, que é a desoneração da folha, pela criação de um tributo sobre transações digitais, que deverá suprir então o financiamento da Previdência”, afirmou.