Guedes diz que ser chamado de tchutchuca ‘acontece’ e abre baterias contra Sistema S: “Destruiu empregos”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a criticar duramente o Sistema S, ontem, ao dizer que encargo trabalhista é desumano e uma de destruição em massa de emprego. Guedes minimizou o episódio que ocorreu na CCJ em que foi chamado de tchutchuca, ao dizer que isso é coisa que acontece.

“Tive reuniões extraordinariamente construtivas. O presidente do Senado acabou de assumir com total apoio, [dizendo querer] apoiar as reformas. As principais lideranças do País estão comprometidas com a reforma. Eu vou ter medo de quê? Vou ter medo de perder a paciência, depois de 6 ou 7 horas, e me cansar, e tratar com certo desrespeito quem me desrespeitou? Humores. Acontece”, afirmou, durante apresentação no Fórum Empresarial Lide, em Campos do Jordão.

O ministro falou a uma plateia de cerca de 750 pessoas entre empresários e políticos, dentre eles governadores, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o do Senado, David Alcolumbre.

A apresentação de Guedes foi a mais esperada e acompanhada por grande silêncio da plateia, só interrompido por palmas.

Guedes voltou a fazer duras críticas ao Sistema S e chegou a elogiar medidas tomadas pelo ex-presidente Lula.

“Nada contra a educação do Sistema S, é um espetáculo, técnico. Mas se você recolhe 100 e gasta 20 com educação, com 80 financiando campanha política, tentando aprovar legislação favorável, comprando prédio no Rio de Janeiro para diretor do Sistema S, para ter R$ 20 bilhões de caixa, salários altos…”, afirmou Guedes, criticando o sistema. “Primeiro o sistema destruiu empregos porque o recolhimento é feito sobre a folha de pagamento. E agora vai treinar o filho de trabalhador que você desempregou? Uma função social interessante, mas questionável”, disse.

No lugar de encargos trabalhistas, disse Guedes, é preciso entender quanto custam os programas de formação técnica e colocá-los no Orçamento.

O ministro fez também afagos ao ex-presidente Lula, ao dizer que não é preciso tantos intermediários para chegar aos jovens e que, politicamente, a esquerda mostrou isso.