Ao vivo: Guedes defende Previdência na Câmara com governo melhor organizado; oposição e governistas farão perguntas alternadamente

BR: Num ambiente mais bem organizado na Comissão Especial da Previdência em relação ao que se deu na CCJ, o ministro da Economia, Paulo Guedes, começou às 14h48 a sua defesa da PEC da Previdência diante dos deputados federais. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sentou-se à mesa como forma de apoio a Guedes. O secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, também irá se pronunciar formalmente.

“A velha Previdência está condenada à explosão. Há sete jovens por idoso. Hoje já está quebrado em todas as suas dimensões muito antes da população brasileira envelhecer”, iniciou Guedes. “Esse é um buraco fiscal que ameaça o Brasil. A nova Previdência é para garantir pagamentos que não serão pagos pela velha Previdência”.

Guedes, como segundo ponto, atacou os privilégios do regime atual. “Estamos tornando a Previdência providência, tanto nas contribuições como no cálculo da idade, que parte da constatação real sobre os menos favorecidos”, pontuou. “As alíquotas crescentes são para os mais favorecidos”.

A velha Previdência está condenada à falência porque 50 milhões de brasileiros não conseguem vaga no mercado de trabalho por causa da tributação sobre os salários, que é perversa”, afirmou o ministro. “Dizem que a reforma é para prejudicar os menos assistidos, mas é exatamente o contrário”, garantiu.

No primeiro momento polêmico de sua explanação incial, Guedes lembrou que a aposentadoria média dos deputados federais é de 28 mil reais. Ele comparou esse valor ao da aposentadoria do trabalhador pelo regime geral, de R$ 1,4 mil. Pouco depois, Guedes se corrigiu:

“Eu me referi à aposentadoria média dos funcionários do Legislativo. Dos funcionários, não dos deputados”, disse Guedes.