Guedes abre o jogo: “O novo regime não tem legislação trabalhista. É privado, privado, privado!”

À medida em que se aproxima o momento de o governo enviar ao Congresso sua proposta de reforma da Previdência, minutas produzidas pela equipe econômica vão sendo divulgadas à mídia. Na mais nova delas, cujo conteúdo está presente no noticiário desta quinta-feira 7, a novidade é especialmente dura para os jovens que deverão, em breve, ingressar no mercado de trabalho. No bojo da reforma devem ocorrer, também, mudanças trabalhistas, que seriam incluídas no âmbito da capitalização.

Em jantar com empresários, em Brasília, promovido pelo portal Poder 360, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi taxativo: “O novo regime não tem legislação trabalhista”, cravou. “O jovem tem o direito de escolher. Porta da esquerda: Carta Del Lavoro, Justiça Trabalhista, sindicato, você tem proteção, você tem tudo, mas quase não tem emprego. É o sistema atual”, disse ele. “Porta da direita: novo regime trabalhista e previdenciário, não tem nada disso, se seu patrão fizer alguma besteira com você e te tratar mal, vai para a Justiça comum, é privado, privado, privado”, insistiu Guedes. O ministro afirmou que o trabalhador que ingressar no mercado de trabalho após a reforma da Previdência terá o direito de escolher entre as duas portas – a da direita ou a da esquerda. Mas será mesmo que os contratantes permitirão que essa opção se dê livremente?