Paulo Guedes

Governo de recrutas em Brasília apanha todo dia da ‘velha política’; e vem mais por aí

BR: O ministro Paulo Guedes revela um traço de personalidade inesperado: a paciência. Hoje, logo depois de mais uma trapalhada da bancada que teoricamente deveria estar na CCJ para defender sua reforma da Previdência, ele saiu colocando panos quentes na situação. Classificou apenas como um “resvalo” dos parlamentares governistas o adiamento da votação da reforma da Previdência, que estava previsto para esta terça-feira.

Após participar de reunião com senadores, Guedes disse que o ministro da Cada Civil, Onyx Lorenzoni, disse que “a coisa estava quase acertada”, mas que houve “pequenos desajustes” que Guedes atribuiu à falta de inexperiência dos deputados que apoiam o governo.

“Tem um grupo que já estava mais estabelecido e conhece mais as práticas regimentais. Do ponto de vista político, já estava equacionado, houve um pequeno resvalo do grupo que estava lá e a coisa foi pra terça-feira (23), mas com expectativa política que será aprovada”, afirmou.
O ministro opinou que não caberia à CCJ mudar o mérito do projeto, mas apenas analisar a constitucionalidade. “A hora de fazer política não é dentro da comissão de Constituição, ali é a análise técnica. Me parece equivocado mexer na potencia fiscal, mexer no mérito e fazer um movimento político antes da hora, movimento político é na hora da discussão da comissão especial”, completou.
O que Guedes não disse é que também ele é um recruta nas entranhas do poder e da política de Brasília.

E também não disse que nuvens negras também pairam na votação das PECs do Orçamento Positivo e da estrutura de governo, sem falar na proposta de Orçamento que prevê o novo salário mínimo sem ganho real.

Vai ser mais um exercício de paciência e tolerância com a incompetência da bancada governista. E mais um passeio da turma de veteranos da ‘velha política’ (incluindo aí vários parlamentares do PSL).

A esquerda e a oposição nem precisam fazer esforço.