Governo contorna ameaça de greve no dia 29; ‘Peço aos caminhoneiros que se acalmem’, diz Dedeco

Numa tentativa de evitar nova paralisação nacional de caminhoneiros, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freias, recebeu ontem 26 lideranças de caminhoneiros, entre integrantes de onze entidades da classe e um grupo de motoristas autônomos.

A reunião durou cinco horas e foi mais um aceno do governo do presidente Jair Bolsonaro para conter a insatisfação dos caminhoneiros pouco antes de completar um ano da greve de maio de 2018. O movimento do ano passado paralisou o país por mais de uma semana e gerou uma crise de abastecimento, principalmente de combustíveis, nas principais cidades.

Ao final, representantes de caminhoneiros garantiram que não haverá paralisação nas próximas semanas. Segundo representantes da categoria, o Ministério da Infraestrutura assegurou que atenderá duas das principais reivindicações dos motoristas: aumentar a fiscalização do piso mínimo de frete e atrelar o reajuste da tabela ao preço do diesel.

“Conseguimos administrar essa condição e não deve haver paralisação de caminhoneiros neste momento. A representação dos caminhoneiros está conseguindo conversar com o governo”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno.

Um dos líderes da categoria, Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, afirmou que os próprios caminhoneiros deverão ser agentes de fiscalização da tabela do frete, levando denúncias de empresas que não estejam cumprindo a tabela à CNTA, que, por sua vez, as repassará à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao governo. O ministério teria se comprometido a retirar multas a motoristas que fizerem as denúncias.

“Da minha parte, peço aos caminhoneiros que se acalmem”, disse Dedeco.

A Petrobras informou ontem que passará a divulgar os preços do diesel na refinaria em seus 37 pontos de venda.