GM propõe e metalúrgicos de S.J. dos Campos aceitam perder reajuste para manter empregos

07/02/2019 16h10

SÃO PAULO (Reuters) – A General Motors afirmou nesta quinta-feira que fechou acordo com metalúrgicos de sua fábrica em São José dos Campos, em um passo que permite a aplicação de um plano de “viabilidade” da companhia.

A GM afirmou que as conversas com fornecedores, governos e outras partes “continuam de forma diligente”.

Entre os termos da proposta aceita pelos metalúrgicos em assembleias então participação nos resultados por três anos, com pagamento de 7.500 reais em 2019, 12,7 mil em 2020 corrigido pela inflação e igual valor em 2021, corrigido.

Além disso, os trabalhadores não terão reajuste de salário na data base deste ano, mas terão pagamento de abono de 2.500 reais. Em 2020, a GM vai aplicar 60 por cento do INPC e abono de 1.500 reais e em 2021 a companhia vai reajustar integralmente pela inflação.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, presidido por Weller Pereira Gonçalves, é historicamente ligado ao PSTU, legenda que integra a chamada esquerda radical no País. Antes de Weller, lideraram a entidade sindical os sindicalistas Luis Carlos Prates, o ‘Mancha’, e José Maria de Almeida, presidente nacional da agremiação partidária.

O acordo também prevê manutenção de garantia de emprego para atuais funcionários que se acidentarem e renovação de acordos de flexibilidade de jornada de trabalho e folgas.

(Por Alberto Alerigi Jr.)