General Silva e Luna tenta tirar responsabilidade da Petrobras sobre preços; “Flutuação não quer dizer que a empresa teve alguma atuação”; inocente

O presidente da PetrobrasJoaquim Silva e Luna, disse nesta terça-feira, 14, que nem todas as alterações de preços de combustíveis têm relação direta com atuações da estatal. “Quando há flutuação dos preços, não quer dizer que a Petrobras teve alguma atuação sobre o preço”, afirmou, durante um debate sobre a situação da operação das usinas térmicas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à empresa no plenário da Câmara dos Deputados.

De acordo com ele, a petroleira analisa se o aumento é estrutural, ou seja, se tem um caráter mais permanente, ou se é conjuntural. “O que é conjuntural, ela absorve e procura entender ao máximo possível essa lógica de mercado”, declarou.

Segundo ele, a parte que corresponde à estatal é de aproximadamente R$ 2, considerando um preço de R$ 6. “O que impacta é o ICMS e outros impostos federais, como PIS e Cofins”, afirmou. “A Petrobras é uma sociedade de economia mista sujeita a uma rigorosa governança. Não tem espaço para qualquer tipo de aventura dentro da empresa”, afirmou aos deputados.

No governo Michel Temer, a Petrobras alterou a sua política de preços de combustíveis para seguir a paridade com o mercado internacional. Ou seja, os preços de venda dos combustíveis praticados pela estatal passaram a seguir o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil.

A formação do preço dos combustíveis é composta pelo preço cobrado pela Petrobras nas refinarias (a maior margem), mais tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda. Há ainda o custo do etanol anidro na gasolina, e o diesel tem a incidência do biodiesel.