General Heleno sobre “esquema precário” de Guaidó na Venezuela: “Parecia briga de torcida”

BR: A falta de adesão dos militares de altas patentes à tentativa de derrubar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ontem, foi reconhecida pelo governo brasileiro como a principal falha da ação comandada pelo líder opositor Juan Guaidó. Nos bastidores do Palácio do Planalto, o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, disse a interlocutores que a “ação foi precipitada, desorganizada e precária”. Para ele, o que se viu “foi muito gente para que se pudesse derrubar um governo”. Ele próprio resumiu: “Parecia uma briga de torcidas”, a respeito dos conflitos nas ruas das principais cidades do país vizinho.

O general quis dizer que não houve, como se esperava, uma ação sobre pontos estratégicos como emissores de rádio e televisão e, especialmente, sobre a sede do governo central. Com isso, Guaidó nem dominou os meios de comunicação nem acossou Maduro em seu palácio do governo.

Durante a madrugada, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo telefone com Guaidó, mas o Palácio do Planalto não divulgou o teor da conversa.

O governo brasileiro informou que recebeu e atendeu o pedido de asilo de 25 militares venezuelanos, com patentes de soldado a tenente. Também informou o liberação de R$ 233,8 milhões para atender aos venezuelanos que têm se refugiado no Brasil entrando a pé pelas fronteiras da região Norte.