Fortalecimento de milícias por meio do decreto de armas leva 13 governadores a pedirem sua revogação

BR: Ao menos 13 governadores de Estado, entre eles os de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, entenderam em profundidade o significado do decreto de armas assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. A facilitação do acesso da população a armas e munições estabelecida no texto também abre amplamente a possibilidade de milícias paramilitares realizarem uma ampla renovação de seus arsenais. O decreto permite acesso ao cidadão comum de armamento antes restrito às forças de segurança. Como atua na clandestinidade, com a maioria de seus integrantes incorporada à sociedade, as mílicias podem desfrutar do argumento do estímulo da autodefesa da população para se fortalecerem ainda mais.

Os governadores Doria, que tem procurado incentivar ações armadas pela Polícia Militar de São Paulo, com seguidos elogios à atuação da Rota, e Witzel, cuja política de segurança quebra recordes de assassinatos de suspeitos por meio de disparos das tropas oficiais, calcularam que o decreto torna a execução desses planos mais arriscada. O fortalecimento dos bandidos não combina com a política considerada de extermínio.

Com mais essa onda oposicionista ao decreto das armas, o texto não deve resistir ao exame do STF.