Focus tem nova derrubada de projeção do PIB para 2020: – 2,96%; queda de 1 ponto percentual sobre semana anterior

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus e a ameaça real de retração global, a expectativa de evolução da economia brasileira em 2020 caiu mais uma vez, de queda de 1,96% para recuo de 2,96%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,48%.

Para 2021, o mercado financeiro prevê alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,10%, ante 2,70% na semana anterior.

Juros

O Relatório trouxe a mediana das previsões para a taxa básica de juros (Selic) neste ano, que passou de 3,25% para 3%. No mês passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou os juros em 0,5 ponto porcentual, para 3,75% ao ano.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – em 2020. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 2,52% para 2,23%. Há um mês, estava 3,04%. A projeção para o índice em 2021 passou de 3,50% para 3,40%. Quatro semanas atrás, estava em 3,60%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. Também no caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% para ambos os casos. A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do piso da meta de 2020, cujo centro é de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).

No Focus desta segunda-feira, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 passou de 2,62% para 1,56%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 3,45% para 3,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas estavam em 2,96% e 3,62%, respectivamente.