Flavio e Carlos Bolsonaro processam Citigroup por perdas de R$ 300 mil em aplicações não declaradas à Justiça Eleitoral; caixa dois frustrado?

BR: Uma flagrante contradição paira sobre dois processos abertos por Carlos e Flavio Bolsonaro contra a corretora Citgroup Global Markets Brasil, por perdas em aplicações financeiras. O 02 reivindica ressarcimento de R$ 194,3 mil, enquanto seu irmão 01 reclama que teria levado prejuízo de R$ 144 mil com o não rendimento de seus papéis. Em 1ª instância, Carluxo perdeu a causa, tendo ficado responsável por pagar custas advocatícias de cerca de R$ 25 mil. No caso de Flavio, a ação ainda tramita na primeira instância judicial. Nos dois casos, o Citigroup se defende com o argumento de que os investimentos feitos pela dupla, separadamente, eram de risco, com regras claras e definidas previamente a respeito de eventuais perdas.

O paradoxo da situação está no fato de os dois filhos do presidente, um senador da República e outro vereador no Rio de Janeiro, estarem reclamando agora de perdas em investimentos que eles próprios não declararam à Justiça Eleitoral, quando registraram suas respectivas candidaturas aos cargos que conquistaram, em 2018 e 2016.

Além de terem escolhido mal onde aplicar seu dinheiro, Carlos e Flavio podem ter problemas com os tribunais, sob de risco de serem chamados a explicar porque, afinal, omitiram as informações financeiras ao tempo do registro de suas candidaturas.

A suspeita comum, em casos deste tipo, é a de que verbas não declaradas sirvam para uso como caixa dois de campanhas eleitorais. Nesse caso, como perderam o que aplicaram, o eventual caixa dois teria sido frustrado.