The president-elect of Brazil, Jair Bolsonaro (L) and his son Flavio Bolsonaro (R), arrive for a press conference on the appointment of the ministers of Citizenship, Tourism and Regional Development at the headquarters of the transitional government in Brasilia on November 28, 2018. (Photo by Sergio LIMA / AFP)

Flávio 01 tergiversa sobre Bolsonaro reconhecer resultado de provável derrota para Lula: “A bola está com o TSE”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coordenador da campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o presidente não terá como controlar uma eventual reação violenta de apoiadores que contestem o resultado das urnas.

“O presidente pede uma eleição segura e transparente, era o que o TSE deveria fazer por obrigação. Por que não atende às sugestões feitas pelo Exército se eles apontaram que existem vulnerabilidades e deram soluções? A bola está com o TSE”, respondeu ao ser indagado se “o presidente vai aceitar o resultado da eleição?”.  

Flávio não quis confirmar se Bolsonaro reconheceria uma derrota, mas negou que planeje estimular um levante. “Algo incentivado pelo presidente Bolsonaro, a chance é zero”, disse ele em entrevista ao Estadão. “A gente não pode garantir que as eleições vão ser seguras.”, continuou.

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O senador ainda afirmou que o pai “não tem controle” sobre uma possível reedição no Brasil da invasão do Capitólio nos EUA e, ao contrário do que mostram as investigações, diz que “Trump não tinha ingerência, não mandou ninguém para lá”.

“Como a gente tem controle sobre isso? No meu ponto de vista, o (Donald) Trump não tinha ingerência, não mandou ninguém para lá (invadir o Capitólio). As pessoas acompanharam os problemas no sistema eleitoral americano, se indignaram e fizeram o que fizeram. Não teve um comando do presidente e isso jamais vai acontecer por parte do presidente Bolsonaro. Ele se desgasta. Por isso, desde agora, ele insiste para que as eleições ocorram sem o manto da desconfiança”.

Coordenador da campanha, Flávio repete o discurso do pai de que o TSE acate todas as sugestões feitas pelos militares.

“Se as Forças Armadas apontam vulnerabilidades, e o TSE não supre, não resolve esses problemas, é natural que essas pessoas, talvez via comandante do Exército, via ministro da Defesa, tenham que em algum momento se posicionar: ‘Olha, sugerimos, houve alterações, apontamos vulnerabilidades, o TSE não quer fazer, por consequência a gente não pode garantir que as eleições vão ser seguras’. Para que chegar a este ponto? Essa resistência do TSE em fazer o processo mais seguro e transparente obviamente vai trazer uma instabilidade. E a gente não tem controle sobre isso”, disse, incitando os militares ao golpe.