‘Faraó das bitcoins’ colocava dinheiro de clientes diretamente suas contas e nem comprava criptomoedas; ex-garçom Glaidson dos Santos era ligado à Igreja Universal

Preso no último dia 25 durante a Operação Kryptos, Glaidson Acácio dos Santos lançava o dinheiro de clientes diretamente nas contas bancárias de seu grupo e não em aplicações em criptomoedas. Segundo a Polícia Civil, a GAS Consultoria e Tecnologia, empresa de Glaidson, criou “uma pirâmide insustentável”.

“A rentabilidade do esquema não é a partir de lucro com investimento em criptoativos. Ela advém de novos aportes. Como a remuneração é muito alta, as pessoas são estimuladas a reaplicar o dinheiro que elas ganham”, explica o delegado Leonardo Borges.

Apenas uma das empresas ligadas ao esquema recebeu quase R$ 28 milhões da GAS, que sequer possuía conta aberta na corretora considerada a maior do mundo para operações com bitcoins. Ainda assim, os clientes eram falsamente informados que seus rendimentos seriam aplicados nessa corretora.