EUA negam saída de tropas do Iraque; “Não sei o que é aquela carta”, diz chefe do Pentágono; gesto pareceu mesmo civilizado demais para Trump…

Em declaração dada à imprensa na tarde desta segunda-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, negou que o país esteja planejando uma retirada de suas tropas do solo iraquiano após a circulação de uma carta do general William Shelly que os estadunidenses sairiam do Iraque em respeito à decisão do parlamento local.

“Não sei o que é aquela carta”, afirmou o chefe do Pentágono. “Estamos tratando de averiguar de onde veio isso e o que é, mas não tomamos nenhuma decisão de abandonar o Iraque. Ponto”, concluiu. Após a declaração, autoridades teriam afirmado que o documento vazado seria apenas um “rascunho”.

A mensagem que circulou mais cedo afirmava que a coalizão deixaria o Iraque “em respeito à soberania” do país e iria “reposicionar as forças nos próximos dias e semanas”. Embora não tenha sido confirmada pelo Departamento de Defesa dos EUA, autoridades estadunidenses teriam garantido a veracidade à jornalista Liz Sly, responsável pela cobertura do Washington Post no Oriente Médio, e a agências de notícias como a Reuters.

Em declaração dada no domingo, Trump havia afirmado que os EUA construíram bases militares muito caras no Iraque e só sairiam do país caso fossem ressarcidos. Ele ainda afirmou que pretendia impor duras sanções.

“Se notamos algum ato hostil, se fizerem algo que consideramos inaceitável, vamos impor sanções ao Iraque, sanções muito duras”, afirmou em conversa com jornalistas. “As sanções contra o Irã vão parecer leves”, completou.

O Iraque tem sido palco dos conflitos entre Estados Unidos e Irã que têm se intensificado nos últimos dias. O general Qassem Soleimani, comandante da Força Al Quds, a unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, foi assassinado por drones estadunidenses nas proximidades do Aeroporto Internacional de Bagdá. Uma série de explosões também foi registrada nos últimos três dias.