Estudo na Dinamarca indica que uma dose de AstraZeneca e outra de Pfizer dão “boa proteção”

A combinação da primeira dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca com uma segunda dose de imunizantes de RNA mensageiro (RNAm), como os produzidos por Pfizer/BioNTech ou Moderna, fornece “boa proteção “, disse nesta segunda-feira, 3, o Instituto Estadual de Soro (SSI) da Dinamarca.

Um número crescente de países está procurando mudar para diferentes vacinas covid-19 para as segundas doses, medida particularmente necessária na Dinamarca após as autoridades de saúde descontinuarem as inoculações com a vacina da AstraZeneca em abril, em função de raros efeitos colaterais. Mas a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), além de outras autoridades do setor, já afirmaram que os benefícios superam os riscos no caso da vacina da AstraZeneca.

No Brasil, o imunizante só não é recomendado para grupos específicos, como gestantes. A restrição foi adotada após a morte de uma grávida no Rio que havia recebido uma dose da AstraZeneca no dia anterior. Para as gestantes que já haviam tomado o imunizante da farmacêutica anglo-sueca, a recomendação do Ministério da Saúde foi justamente combinar com uma segunda injeção da Pfizer. A vacina da Moderna não é aplicada no Brasil.