Estratégia de Guedes de ver fracasso se economia de nova Previdência não for de R$ 1 trilhão é burra

BR: A política do ‘tudo ou nada’ do ministro da Economia, Paulo Guedes, para a reforma da Previdência tem tudo para dar errado. Em razão da série de ruídos políticos e do caráter impopular do projeto, é certo que uma série de emendas à PEC enviada pelo governo serão feitas na Câmara dos Deputados. A tendência, assim, é que a economia de R$ 1 trilhão, em dez anos, no sistema de aposentadorias, seja menor. Estima-se que ela seja projetada em entre R$ 400 bilhões e R$ 600 bilhões.

“O Congresso sempre tem feito um pouco de reforma da Previdência, e agora há um consenso para fazer mais”, diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, referindo-se à série de mudanças no sistema de aposentadorias realizado pelos parlamentares ao longo dos últimos 30 anos.

Se, desta vez, o Congresso não aprovar a PEC totalmente, mas assinar embaixo de uma boa parte do projeto, mesmo assim Guedes sairá derrotado. Afinal, ele quer porque quer R$ 1 trilhão de economia. O mercado poderá dizer que qualquer R$ 1 real que vier abaixo disso será uma frustração para o próprio Guedes. O ministro, sempre tão taxativo, deveria, ao menos aos poucos, começar a corrigir essa posição, sob pena de, mesmo diante de uma vitória, a ser representada pela aprovação parcial da reforma, saborear uma derrota pessoal.