Esquerda volta às ruas hoje para desgastar Bolsonaro; atos em todo o País

Partidos e movimentos de oposição ao governo Jair Bolsonaro realizam neste sábado (02/10) em diversas cidades do país protestos pelo impeachment do presidente e em defesa da democracia e de políticas públicas que reduzam a fome e a pobreza no país, agravadas pela pandemia.

É o sexto ato organizado por setores de oposição contra Bolsonaro desde maio, quando esses movimentos e partidos decidiram voltar às ruas após um ano evitando manifestações por causa da pandemia de covid-19.

Será também o primeiro ato liderado por esses setores que tentará reunir um apoio significativo de legendas e movmentos de centro-direita e direita, em uma tentativa de construção de uma frente ampla para resistir a investidas de Bolsonaro contra instituições democráticas e a legitimidade das urnas eletrônicas.

No dia 12 de setembro, grupos de direita como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem pra Rua convocaram atos e tentaram atrair setores da esquerda, mas não encheram as ruas. Naquela oportunidade, não houve envolvimento direto de partidos na organização dos protestos, e esquerdistas evitaram engrossar atos que tinham originalmente o mote “Nem Bolsonaro, nem Lula” – que foi retirado pelo MBL na véspera, mas apareceu nas ruas mesmo assim.

Os atos deste sábado deverão sinalizar se a tentativa de colocar esquerda e direita no mesmo palanque contra Bolsonaro, agora com o apoio dos partidos, se mostrará viável ou apenas um projeto distante.

Organização ampliada

Participam da organização dos atos deste sábado diversos movimentos sociais e entidades que integram a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Brasileira de Mulheres (UBM), as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e o fórum Direitos Já, composto por representantes de 19 legendas e diversas entidades da sociedade civil.

Na seara partidária, participam ativamente da organização dos atos deste sábado nove partidos, predominantemente de esquerda e centro-esquerda: PT, PSOL, PC do B, PSB, Cidadania, PV, Rede, PDT e Solidariedade. Contudo, são esperados também líderes de partido de centro-direita e direita que não apoiam o impeachment mas fazem oposição a Bolsonaro, como do PSDB, MDB e PSD. O MBL e o Vem Pra Rua não participarão.