Envolvido tal qual Bebbiano com ‘laranjas’ do PSL, ministro do Turismo escorrega: “Não vejo relação de uma coisa com a outra”

Br2Pontos_ Tudo o que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, não queria era ser lembrado por seu envolvimento no caso chamado de ‘laranjal do PSL’ – o esquema de desvios do fundo partidário que a agremiação do presidente Jair Bolsonaro praticou nas eleições de 2018, quando verbas públicas foram destinadas a candidatos sem chances reais de vitória para que o dinheiro, na verdade, entrasse no caixa 2 de postulantes com chances.

No caso de Marcelo Álvaro, as laranjas foram candidatas mulheres, que receberam  R$ 279 durante a campanha, dinheiro que desviado para a candidatura a deputado federal do atual ministro. Ele é o presidente do PSL em Minas Gerais.

Em Brumadinho neste sábado 16, onde anunciou verbas de R$ 62 milhões para recuperar a capacidade turística do município atingido pelo estouro da barragem Córrego do Feijão, da Vale, o ministro alegou que seu caso é diferente do de Gustavo Bebbiano.

Como se sabe, o ainda ministro da secretaria-geral da Presidência começou a cair por seu envolvimento, como presidente nacional do PSL, no caso laranjal. Nesta tarde, de resto, Bebbiano criticou o “tratamento diferenciado” dado por Bolsonaro a ele – que está sendo derrubado com requintes de humilhação – e ao ministro do Turismo, que não só está mantido no cargo, como distribui verbas federais.  

“Não vejo relação de uma coisa com a outra”, disse Marcelo Álvaro. “A questão do Bebianno está sendo resolvida, quem decide é o presidente da República, e a minha questão é completamente separada. O presidente é quem vai decidir”.