Ensaio da ingovernabilidade é populismo clássico, apontam analistas

BR: A afirmação de que é impossível governar contra “as grandes corporações que dominam o orçamento” é um recurso típico de estratégias populistas, que procuram ultrapassar as instituições e fazer uma ligação direta com o público.

“Bolsonaro está testando elevar uma polarização par ver como a população reage”, avalia o cientista político Oswaldo Amaral, da Unicamp, ao jornal O Globo. “Vai culpar o Congresso e as instituições por tudo o que não consegue fazer”.

Amaral arremata:

“Parece um balão de ensaio para ver quantas pessoas vai arregimentar com esse tipo de discurso. Está colocando a figura dele contra as instituições democráticas e quer o apoio do povo para isso, o que é típico do populismo”, aponta o cientista.