Em queda pelo 4º ano consecutivo, setor de serviço mostra como recuperação econômica é árdua

O setor de serviços ainda não conseguiu se recuperar do baque provocado pela recessão de 2015. Pelo quarto ano consecutivo, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira 14, o volume de serviços encerrou 2018 com queda de 0,1%. O mesmo levantamento registrou queda de 3,6% em 2015, 5% em 2016 e 2,8% em 2017.

Com retração de 1,9%, o segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares puxou a queda do índice no ano.

As atividades que mais influenciaram a retração desse segmento são relacionadas a serviços de cobrança e informações cadastrais, soluções de pagamentos eletrônicos, engenharia e segurança privada. Outra atividade com taxa negativa foi a de serviços de informação e comunicação, com baixa de 0,5%.

Os destaques positivos foram para outros serviços, com 1,9%, e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com 1,2%. Lobo explica que a alta deste último segmento já vinha refletindo, desde outubro, a recuperação frente a greve dos caminhoneiros em 2018, “impulsionada, sobretudo, pelo avanço no volume de receitas de transporte rodoviário de carga, de gestão de portos e terminais, de transporte aéreo de passageiros e de operação de aeroportos”.

No resultado mensal, o volume de serviços teve alta de 0,2% entre novembro e dezembro do ano passado, e manteve o cenário de estabilidade, quando ficou em 0,1% em outubro e 0,5% em novembro. Em dezembro, a variação se mostrou 11,4% abaixo do ponto mais alto da série, que foi em janeiro de 2014. O setor de serviços vai na contramão dos resultados da indústria e do varejo, que cresceram em 2018, em um ano que foi marcado por uma recuperação morna da economia e pela greve dos caminhoneiros, em meio à recuperação lenta do mercado de trabalho.