Em público, Moro evita pela 2ª vez massacre de presos e não dá um piu sobre caso Bolsonaro-Santa Cruz, porém diz ser “generoso com a imigração, mas não com os criminosos”

O ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro participou da cerimônia de comemoração do Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, no início da tarde desta terça-feira (30/7).

Durante a cerimônia, Moro falou sobre a portaria 666, que define regras para impedir a entrada de pessoas consideradas perigosas no país. O ministro, porém, não conversou com a imprensa e saiu pedindo “escusas “, por conta de uma reunião na presidência da República. 

A portaria 666 causou polêmica, e foi entendida pela oposição e parte da imprensa como uma ameaça velada ao jornalista Glenn Greenwald, que denunciou as supostas relações de proximidade entre Moro, quando juiz, e o procurador da República e chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol. 

Moro destacou a importância do combate ao tráfico de pessoas e depois defendeu, mais uma vez, a portaria. “Podemos ser generosos com a imigração, generosos com estrangeiros, mas não devemos ser generosos com criminosos”, disse.

Assim como fez pela manhã, Moro deixou o local sem fazer comentários sobre a rebelião no presídio de Altamira (PA).