Em live, Bolsonaro justifica ser ‘comum’ Exército não punir indisciplinados; ‘Nosso código disciplinar é bastante rígido”, diverte-se presidente

m sua tradicional live semanal, nesta quinta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse que é comum o Exército não aplicar punições, sem citar diretamente o caso do ex-ministro da Saúde e general da ativa Eduardo Pazuello, que teve sua conduta avaliada, e não punida, pela instituição após descumprir o regulamento do Exército e participar de uma manifestação política ao lado de Bolsonaro.

“A punição existe nas Forças Armadas. Ninguém interfere, a decisão é do chefe imediato dele [do soldado] ou do comandante da unidade. E a disciplina só existe porque realmente nosso código disciplinar é bastante rígido”, disse o presidente.

Bolsonaro, que trabalhou nos bastidores para que o Exército não punisse Pazuello, disse na sequência que é “comum” a entidade acabar não punindo determinadas condutas, e de um exemplo de uma desavença que teve com um soldado quando era tenente.

“Já aconteceu, eu lembro uma vez, em 1980, eu levei uma aparte de um soldado para o subcomandante e ele falou: ‘Volta aqui à tarde, mas eu te peço uma coisa: se coloque no lugar de quem você está punindo, para ver se procede o que você escreveu com essa rigidez toda’. E aí eu voltei à tarde e falei: ‘Major, não pretendo mais representar o soldado. Realmente não houve transgressão disciplinar por parte do soldado. E isso é comum acontecer”, disse o presidente.

Nesta quinta, o Comando do Exército anunciou que o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello não cometeu “transgressão disciplinar” por ter participado de ato político no Rio de Janeiro ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).