Em embalagens menores, produtos perdem peso, mas preço continua o mesmo de antes; é a ‘reduflação’ que chega ao comércio

A tática da indústria de reduzir embalagens para fazer o preço dos produtos caber no bolso do consumidor se multiplicou com a disparada da inflação. São menos fósforos na caixa, pacotes de biscoitos que encolheram e frascos mais leves de sabão em pó. A estratégia ganhou o apelido de “reduflação” e virou alvo de internautas. As queixas viralizaram na internet. Um publicação recente no Twitter sobre o ‘sumiço’ de 40 fósforos na caixa da marca Fiat Lux recebeu mais de 50 mil curtidas.

Os exemplos de redução são fartos. A embalagem do biscoito Goiabinha, da Piraquê, diminuiu de 100g para 75g. O wafer de chocolate encolheu de 160g para 100g. Na Nestlé, os biscoitos Bono e Nesfit ficaram menores 10% e 20%, respectivamente. O Nescau diminuiu em 7,5%. O molho de tomate Salsaretti teve redução de 40g, ou 12%. A prática de reduzir as embalagens não é ilegal, desde que os fabricantes informem claramente as mudanças. Na chamada ‘reduflação’, ou ‘redução + inflação’, mesmo que o preço seja mantido, como a quantidade é menor, o item fica mais caro.