Eleições sofreram “operação coordenada e planejada para desacreditar a Justiça Eleitoral”, diz investigador que trabalha com MP; suspeita de hackers de extrema-direita; Bolsonaro, Zambelli e Peppa insinuaram fraude para atacar urna eletrônica

Investigação da SaferNet, que trabalha em parceria com o Ministério Público Federal no monitoramento de fraudes eleitorais cometidas pela internet, aponta que ataques hacker sofridos pelo TSE neste domingo (15) foram uma “operação coordenada” para “desacreditar a Justiça Eleitoral”.

O tribunal foi alvo de negação de serviço (DDoS) contra os seus servidores e o vazamento de dados de funcionários. Thiago Tavares, presidente da SaferNet, que vem fazendo o monitoramento desde o fim de outubro, forneceu ao MPF e ao TSE os dados levantados em tempo real.

“Trata-se de uma operação coordenada e planejada para ser executada no dia das eleições com o objetivo de desacreditar a Justiça Eleitoral e eventualmente alegar fraude no resultado desfavorável a certos candidatos”, diz Tavares.

Às 09h25 deste domingo, houve vazamento de dados antigos obtidos de um banco de dados com informações desatualizadas sobre o sistema de recursos humanos da Justiça Eleitoral. O ataque que deu acesso aos dados, no entanto, foi feito antes de 23 de outubro, segundo a PF. (…)

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Extremistas, muitos ligados a Bolsonaro, postaram mensagens questionando lisura do processo eleitoral ao mesmo tempo em que técnicos do TSE lutavam para impedir que ataque fosse bem sucedido. Veja dois exemplos, o de Carla Zambelli e o de Joice Hasselmann

“Ninguém me convence que não tem fraude envolvida”, disse Carla Zambelli sobre apuração.

Joice Hasselmann disse que votação expressiva de Boulos “tem todo cheiro de fraude”.