É filme ou cavalo? A pergunta que não quer calar sobre ‘Marighella’

Por Luiz Lanzeta

Já li que estão criticado o filme (que não vi), baseado na extraordinária biografia sobre o Carlos Marighella, feita pelo jornalista Mário Magalhães, que é uma das cinco melhores obras do gênero já feitas no Brasil.
Para dirimir dúvidas, definir categorias de análise e colocar um tunel no início da luz, proponho o “método Rodin” para analisar o filme. O escultor francês, como todos sabem, dizia que era fácil esculpir aqueles cavalos perfeitos que fazia.

Era só tirar da pedra o que não era cavalo.

Vão ver o filme. Retirem dele o que não for cinema. Se sobrar muita coisa, é filme. Se não sobrar quase nada, é cavalo ou outra coisa…depois me contem baixinho.

Já do livro do Mário Magalhães, foi tirado tudo que não era Mariguella.

É um livro. Uma obra de arte. A reportagem perfeita. Quem não leu, sabe menos do que deveria saber sobre o Brasil.

Mais importante: minha única diferença com o Mário, é que ele é torcedor do E.C.Pelotas, da minoritária e arrogante elite pelotense.

Somos quase todos rubro negros e xavantes, os 90% daquele povo bravio.
Mário, te perdoo. Ninguém é perfeito, mesmo em Pelotas…