Dominante sobre 250 dos 513 deputados, Centrão volta a ditar ritmo na Câmara

BR: Nos cálculos de observadores tarimbados do Congresso, a Câmara dos Deputados já está agindo por influência do bloco informal de partidos mais bem sucedido desde a redemocratização do País: o Centrão.

Com ascendência sobre nada menos que 12 partidos políticos – PP, DEM, PR, MDB, PSD, PRB, PROS, PODE, PTB, SD, PSC e PHS -, o bloco nascido durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, guarda forte influência sobre nada menos que 250 deputados federais. Para onde ele se vira, é lá que está a vitória de qualquer iniciativa dentro da Casa.

A mais recente prova de força do centrão se deu na CCJ, quando, em oposição ao PSL do presidente Jair Bolsonaro, seus líderes impuseram uma inversão na pauta que precisou ir a voto. Resultado: 50 a 5 a favor dos partidos aglutinados informalmente em torno do Centrão.

Na matemática da Casa, o PT é a maior bancada de oposição, com 56 deputados, e os governistas do PSL ficam uma cadeira atrás, com 55. Agindo sempre ao sabor das própria conveniências, apesar da coloração ideológica de centro-direita, o Centrão tem capacidade política de sobra para fazer alianças pontuais ora à sua esquerda, ora à sua direita. Para onde o bloco pende, uma massa independente de quase 150 deputados tende a ir junto.

Sem contar com o Centrão, em resumo, é impossível o governo aprovar a reforma da Previdência – e desde logo o bloco diz que pode sim apoiar a mais importante PEC do governo Bolsonaro, desde que mudanças em seu conteúdo sejam feitas desde já, ainda nesta fase final de tramitação na CCJ. ffffffffffff