Diante de sinais dúbios de Bolsonaro, Guedes e Maia assumem Previdência para o que der e vier

Preocupados com a postura do presidente Jair Bolsonaro, e os sinais desencontrados que ele passa sobre os rumos da economia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram liderar a articulação política e tocar a reforma da Previdência.


O aumento das incertezas gerado pelo bate-boca público entre os presidentes da República e da Câmara, fizeram o Guedes e Maia definirem como “eixo de governabilidade” a agenda econômica liberal. Pesaram nesse acordo de paz os apelos de empresários e de lideranças políticas.


Durante almoço na residência oficial da presidência da Câmara, reunião em que foi selada a trégua na crise política, Maia negou que esteja articulando qualquer tipo de “pauta-bomba” que possa aumentar as despesas da União e se comprometeu a pôr a reforma da Previdência “nos trilhos”. Em contrapartida, Guedes vai ampliar sua participação na articulação política e passará a receber grupos de 15 parlamentares para discutir a aprovação da reforma e ouvir demandas dos deputados.

Do encontro, ficou acertado também a formação de grupos de trabalho para definir outras pautas da agenda econômica no Congresso. Um desses temas será a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do pacto federativo, que tira as amarras do Orçamento e aumenta a distribuição de recursos para Estados e municípios. fffffffffffff