Desobediência civil; tentativa de invasão ao Ministério da Saúde, pressão sobre proteção ao STF e agressão a jornalistas no day after de convocação de Bolsonaro à convulsão social

Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desafiar o Supremo Tribunal Federal (STF), alguns atos de desobediência civil e de violência foram registrados nesta quarta-feira (8) por apoiadores do governo.

Em Brasília, bolsonaristas tentaram invadir o prédio do Ministério da Saúde, mas foram barrados pelos seguranças. Jornalistas de uma rede de televisão foram perseguidos, mas conseguiram escapar, de acordo com relato do jornalista George Marques.

Segundo o Metrópoles, que gravou o vídeo da tentativa de invasão, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) disse que a polícia está mobilizada para que a confusão não aumente.

Caminhões e ônibus de integrantes dos protestos do Dia da Independência seguem em Brasília, estacionados na Esplanada dos Ministérios.

Já a Praça dos Três Poderes segue fechada para carros, mas uma falha de segurança permitiu a circulação de bolsonaristas no local. Embora em grupos pequenos, eles circulavam em locais proibidos nesta manhã.

Segundo o jornal O Globo, manifestantes que dizem ser militares da reserva ameaçaram o bloqueio feito pela Polícia Militar (PM) para entrar no prédio do STF.

Uma equipe de jornalistas da Rede Bandeirantes também foi hostilizada no ato bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira (7).

Outro exemplo de desobediência civil é a paralisação dos caminhoneiros nesta manhã nos estados de Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo. Em Santa Catarina, um ônibus foi apedrejado após tentar furar o bloqueio.

Fux manda retirar símbolo imperial de Tribuna de Justiça

Presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Fux determinou a retirada da bandeira do Brasil Império do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta segunda-feira (6). Erguida por ordem do desembargador Carlos Eduardo Contar, o gesto teria sido uma homenagem aos 200 anos da independência brasileira. Contudo, Fux argumenta que o símbolo é incompatível com a neutralidade judicial. A bandeira imperial tem sido usada por apoiadores bolsonaristas em manifestações.